segunda-feira, 28 de março de 2016

LIVRO DE JUDAS. /01 e OS FALSO PASTORES;

LIVRO DE JUDAS. /01 e OS FALSO PASTORES;

A Bíblia ressalta o perigo de pessoas que falam de Deus mas não ensinam a verdade dele. Jesus falou de "falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mateus 7:15). O apóstolo Paulo disse que, mesmo dentre os presbíteros de Éfeso, se levantariam "homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles" (Atos 20:30). E Judas exorta os discípulos a ficarem atentos aos homens que não trazem a fé verdadeira.

Apelo à batalha (1-4). É provável que Judas seja irmão do próprio Jesus (veja Mateus 13:55), mas se descreve simplesmente como servo, algo que ele tem em comum com todos que são "chamados, amados...e guardados em Jesus Cristo" (1-2). Desejando escrever da salvação comum entre eles, Judas viu a necessidade de encorajá-los a batalharem "diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (3).

A "fé" de que Judas fala é a doutrina revelada por Cristo e seus apóstolos e profetas (veja Efésios 3:3-5; Atos 6:7, 8:13; Gálatas 1:23). Esta doutrina já havia sido entregue aos santos "uma vez por todas" durante a vida de Judas, no primeiro século. O motivo da exortação a lutar é que algumas pessoas entraram desapercebidas no meio dos irmãos e estavam ensinando como doutrina práticas que levariam os discípulos a abusarem da graça do Senhor e negarem a autoridade absoluta dele (4). Quem não lutar, preparado pelo conhecimento e pela prática da fé revelada por Cristo, por sua ignorância e sossego cairá em castigo com os homens condenáveis que trazem doutrina falsa.
 Antonio S. Sousa.

ESPIRITUALIDADE NO MUNDO. / 01

ESPIRITUALIDADE NO MUNDO. / 01

Considere-se aqui espiritualidade qualquer ligação com o divino, com a dimensão espiritual do ser.
 A espiritualidade pode ou não estar vinculada a uma religião específica. Pode-se viver a espiritualidade dentro ou fora de uma determinada corrente religiosa.

A notícia animadora é que há muita gente no mundo trabalhando pelo diálogo, pelo encontro, pela convivência respeitosa e pacífica entre as pessoas de diferentes credos, etnias, origens…
 Há muita gente se propondo a uma espiritualidade aberta, questionadora, crítica, que permita a busca pessoal e o respeito à consciência de cada um. Há igualmente muitos estudos sérios, acadêmicos, que demonstram que a espiritualidade pode fazer bem à saúde, trazer resiliência, aumentar a qualidade de vida, melhorar a imunidade, produzir efeitos benéficos nas relações, promover valores solidários e pacificadores. Há pessoas propondo práticas educacionais que levem em conta a diversidade de crenças e cultivem a espiritualidade das novas gerações dentro de um pluralismo saudável.
Antonio S. Sousa

QUEM NÃO SE LEMBRA DE SEUS AVÓS.?

QUEM NÃO SE LEMBRA DE SEUS AVÓS.?

Não que ele fosse um homem rico para financiar essas coisas. Longe disso. Tinha trabalhado muito e guardado algumas parcas economias. Mas isso nunca o impediu de ajudar um filho ou um neto que precisasse.
 Na cama, no final da vida, ainda se preocupava com o único filho, o meu pai ou neta em dificuldade e mandava pagar isso ou aquilo, pegando dinheiro no bolso do palitó, ou se a quantia fosse maior, pegava em sua "conta bancária" que era guardados com a minha mãe, socorrer alguma emergência, que as vezes nem ela sabia para que era o socorro.
Isto depois de feito a ajuda, bem mais tarde ou noutro dia, a ela ele contava.

Mas, contava minha mãe, que ele a vida inteira tinha sido assim, de ajudar todo mundo.
 Trazia amigos e filhos de amigos, para almoçar em nossa casa;
 emprestava dinheiro se tivesse (e não era sempre que tinha)…

O mais incrível que hoje reconheço nele é que nunca eu ouvi de sua boca qualquer cobrança, qualquer crítica às pessoas a quem havia ajudado. (O que mais observo na vida é gente ajudando sempre com condições humilhantes, sempre jogando na cara o que fez, sempre exigindo coisas em troca).

Isso tudo não quer dizer que fosse santo. Tinha sangue de mistura de portugues e italiano e por isso era bravo.
 Mas dessa braveza inofensiva, que podia render um dia de cara feia, mas depois de se desanuviava.
 O seu maior problema era a relação com minha avó, que sofria de doenças da época.
 O homem podia tudo e a mulher nada. Muita briga, muita ciumeira. Mas depois dos 50 anos de idade, ele se aquietou e, apesar das brigas terem persistido sempre, cuidou dela até o fim.

O que de tudo ficou mais forte de herança em mim – hoje reconheço – é a sua relação italiana com a comida: dar importância ao ato de comer como um ato sagrado, em que a família deve se reunir em torno da mesa, para celebrar.
 E mais, que cozinhar para alguém é uma prova de amor.
Para ele minha mãe  era um cozinheira de mão cheia: pães, massas, pastéis, couve, bacalhau, carne de porco e banhas que ficava guardado nas latas com gordura de porco.
Era ele matava porco, e neste dia era uma correria só, mas tudo ficava ao seu  jeito.
Tudo fazia na mão, de forma artesanal.
Levantava 6 horas da manhã para fazer a matança, o fogo já começava a acender
. E eram travessas e mais travessas de delícias de carnes, todas separadas
 E a visita sempre levava alguma coisa para casa.
Logo após o corte das bandas do porco. ele mandava chamar as comadres favoritas, para pegarem cada uma uma porção do porco.
Saudades, meu querido avô Fontoura.
Antonio S. Sousa.

O PULMÃO DO MUNDO ESTÁ MORRENDO

O PULMÃO DO MUNDO ESTÁ MORRENDO
O sistema engole governos, ongs, passa por cima dos direitos fundamentais dos seres humanos, arrasa com a natureza e vai sufocar o pulmão do mundo, a Amazônia. Mas o sistema não é uma entidade abstrata: ele é feito de seres humanos, que o inventaram, que o servem, que colaboram com ele, que, sobretudo, se vendem para ele.

Então, se queremos ter alguma esperança de mudança, temos que ensinar às novas gerações, jamais se venderem, jamais cederem em princípios fundamentais, por interesse de ganho e ambição de poder. Como fazer isso através da educação é assunto para outro texto, mas podemos pelo menos dizer aqui que os mais velhos precisam exemplificar.

Mas até que novas gerações assumam a direção do mundo, esperemos que de uma forma mais humana, solidária e ecológica, a Amazônia terá morrido, dilacerada por plantações de extração de celulose, por usinas hidrelétricas, por pastos para gado…

Choremos pois, porque não acredito NOS GOVERNANTES do BRASIL, ou quem quer que seja, vá ouvir a voz do povo que clama PARA parar destruir os rios contruindo  hidrolétricas.
 Os índios prometem guerrear! Mas que podem eles contra o exército? Choremos!
SEM A AMAZONIA, morreremos, em várias partes do mundo.!!
Antonio S. Sousa

DISTRIBUINDO O NOSSO ABRAÇOS.!!

DISTRIBUINDO  O NOSSO ABRAÇOS.!!

Para os que não querem ter trabalho ao cuidar das crianças, para os que temem se envolver emocionalmente com bebês e crianças (como se isso fosse possível e desejável!),
Para os que colocam as regras institucionais acima das carências humanas, para os que não entendem nada do sentimento humano de aconchego… para esses que negam ou acham que devem negar ou mandam que outros neguem o sagrado dom do colo para as crianças, vai esse manifesto poético.

Bebês precisam de colo, crianças precisam de toque e carinho, suavidade e afeto. Todos precisamos.
 Mas a criança precisa disso para se desenvolver bem, saudável, confiante, tranquila. Não se acostuma mal a criança por se dar colo. Ao contrário, acostuma-se mal quando não se dá.
Ela experimenta a sensação de abandono, frieza, desconforto. Não se sente amada e protegida. Como nos comunicamos com um bebê? Em primeiro lugar através do toque, do abraço, do afago; depois da tonalidade amável e doce da voz…
 Precisamos recuperar essa sensibilidade instintiva que a nossa civilização tecnocrata abafou e proibiu.

Sim, bebês e crianças pequenas querem, pedem e precisam de COLO! Vamos oferecer o nosso e isso nos fará muito bem!
Antonio S. Sousa.

EU AQUI E VOCÊ AÍ.

EU AQUI E VOCÊ AÍ.
A internet, com seu lado bom.!!!

Nem tudo está perdido! Não penso que a internet seja um lugar demoníaco, que deva ser abandonado. Há sites, blogs, escritos inteligentes, bem feitos. Basta saber buscar, escolher, selecionar. Há ciência, filosofia, livros inteiros antigos e contemporâneos, já disponíveis no universo virtual. E é fantástico poder entrar numa biblioteca internacional e achar livros do século XVIII, XIX, XX, e baixá-los gratuitamente… poder entrar num museu virtual e ver obras de arte antigas… poder se associar a um site como Classics Online e ter acesso a 40 mil músicas de todos os gêneros! Poder folhear pela manhã no I Phone, jornais do mundo inteiro!

Por outro lado, poder escrever um poema, um bom texto, uma crônica e no mesmo instante colocá-los à disposição de milhares de pessoas, num blog, num site, divulgando no Facebook, no Twiter…
Os recursos tecnológicos são fantásticos, as possibilidades são infinitas! Nós é que temos de ter cuidado para não mediocrizá-los, não torná-los uma distração tola e às vezes viciante!

Podemos e devemos fazer conscientemente nossa resistência cultural e só divulgar coisas realmente consistentes, procurando também fazermos algo pessoal, original e não apenas copiar o que outros dizem que alguém disse!

 E mais do que tudo, não devemos abandonar os livros, porque eles são ainda (embora nem sempre) a fonte da cultura mais profunda e mais saudável a nosso dispor.
Antonio S. Sousa.